Igrejas, capelas e ermidas de Ferreira de Aves

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Falar de Ferreira de Aves é desfiar um extenso rosário de igrejas, capela e ermidas dispersas pelas várias localidades desta freguesia. Umas modernas, outras antigas e cheias de tradições.

Aqui deixamos o registo fotográfico deste património religioso de Ferreira de Aves.

Lamas - Stº Amaro

Lamas – Stº Amaro

 

 

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Carvalhal – N. Srª da Conceição

 

 

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Casfreires – S. Brás

 

 

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Corujeira- S. Pedro

 

 

PereiraS. Silvestre

Pereira – S. Silvestre

 

 

Capela do Calvario

Capela do Calvário – Castelo

 

 

Vila da Ribeira

Vila da Ribeira – S. José

 

 

Covelo_s. Tiago

Covelo – S. Tiago

 

 

Castelo - Stº André

Castelo – Stº André

 

 

Capela de Stª Eufêmia

Capela de Stª Eufêmia

 

 

Convento de Stª Eufemia

Convento de Stª Eufemia

 

 

Convento da Fraga

Convento da Fraga

 

 

Vila Boa - S. Matias

Vila Boa – S. Matias

 

 

S. Matias da Serra

S. Matias da Serra

 

 

Veiga - Divino Espírito Santo

Veiga – Divino Espírito Santo

 

 

Duas Igrejas

Duas Igrejas

 

 

Quintas de Stº António

Quintas de Stº António

 

 

Santa Bárbara

Santa Bárbara

 

 

Marras - Senhora da Consolação

Marras – Senhora da Consolação

 

Aldeia Nova - S. Sebastião

Aldeia Nova – S. Sebastião

 

Vila da Ribeira - S. José

Vila da Ribeira – S. José

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Solar dos Olivas ou Casa Grande de Casfreires

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A Casa Grande de Casfreires deve o seu nome à Ordem do Hospital, que no tempo do rei Dom Dinis era seu senhorio, derivando a sua denominação do original «Casa de Freires».

Casa Grande de Casfreires

Casa Grande de Casfreires

A  Casa Grande de Casfreires ou Casa dos Oliva uma das construções solarengas da freguesia de Ferreira das Aves, que se impõe na malha urbana pela imponência da sua arquitetura mas também pela memória da importante família que, desde sempre, foi sua proprietária. A presença na região dos Olivas remonta ao século XV, quando, cerca de 1430, D. Pedro de Oliva se estabeleceu na vizinha povoação do Tojal, instituindo um vínculo com o mesmo nome. Não se sabe, ao certo, em que data os descendentes de D. Pedro edificaram o solar de Casfreires Trata-se de um “típico solar barroco da região beirã”, que resulta de “uma campanha de obras de meados do século XVIII que veio alterar a construção primitiva, remontando aos séculos XVI e XVII, de que ainda hoje restam vestígios”.

Casa Grande de Casfreires com arrumos

Casa Grande de Casfreires com arrumos

Este, constitui o núcleo principal de um conjunto arquitetónico formado ainda por lojas e arrumos, atualmente, e no contexto de um projeto de revitalização do solar como Turismo de Habitação, adaptadas a apartamentos.

Casa Grande de Casfreires - janela do piso inferior

Casa Grande de Casfreires – janela do piso inferior

Casa Grande de Casfreires - janela do piso superior

Casa Grande de Casfreires – janela do piso superior

Não há notícia da existência de capela anexa. No entanto, em frente, localiza-se a igreja, onde se encontra sepultado o Marechal António de Oliva e Sousa de Sequeira e, como tal, com fortes ligações ao solar.
Foi classificado como Monumento de Interesse Público através da Portaria n.º 162/2013, DR, 2.ª série, n.º 67, de 5-04-2013.
Os Olivas foram uma importante família cujo prestígio e poder é ainda visível na região, não apenas nas marcas exteriores, de que o brasão da fachada do solar é um dos melhores exemplos, mas também nas importantes obras patrocinadas, como a igreja de Nossa Senhora da Oliva, em Tojal, que foi originalmente a igreja do convento com a mesma invocação.

Casa Grande de Casfreires  - entrada

Casa Grande de Casfreires – entrada

Igreja e Convento de Santa Eufémia de Ferreira de Aves

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À beira de um regato, entre a Veiga e Vila Boa, é venerado o templo da igreja do antigo Convento de Religiosas Beneditinas, fundado no século XII, na freguesia de Ferreira de Aves.

Vista geral da Igreja e Convento de Santa Enfêmia

Vista geral da Igreja e Convento de Santa Eufémia

O Convento de Santa Eufémia, das religiosas beneditinas de Ferreira de Aves, foi fundado em 1111 por iniciativa de Soeiro Viegas e Dona Maior Soares será a sua grande benfeitora.

Foi mandado construir junto à capela de Santa Eufémia sob a invocação daquela santa e até 1136 foi uma comunidade de eremitas.

Igreja do Convento de Santa Eufémia - Ferreira de Aves

Igreja do Convento de Santa Eufémia – Ferreira de Aves

Em 1202, por morte de Dona Maior e suas filhas o convento foi entregue a religiosos que, em 1206, já estavam a construir a igreja.

Em 1209 já estava reconstituída a comunidade feminina e era abadessa D. Maria Fernandes que, nessa qualidade, se manteve até 1228.

D. Filipa de Albuquerque foi a última abadessa perpétua de Ferreira de Aves e a partir de 1616 o convento é governado por abadessas trienais.

Entre 1624 e 1640 constroem novo edifício.

Foi extinto em 1891, data em que faleceu a última religiosa professa, Dona Joana Carolina de S. José. Foi um dos mais antigos conventos da Beira.

A Igreja do Convento de Santa Eufémia, do século XII, conserva os portais românico-góticos originais.

Porta da Igreja de Santa Eufémia - Ferreira de Aves

Porta da Igreja de Santa Eufémia – Ferreira de Aves

Pormenor do pórtico da entrada na Igreja de Santa Eufémia - Ferreira de Aves

Pormenor do pórtico da entrada na Igreja de Santa Eufémia – Ferreira de Aves

Outro acesso ao Convento de Santa Eufémia - Ferreira de Aves

Outro acesso ao Convento de Santa Eufémia – Ferreira de Aves

O interior é revestido de azulejos do tipo tapete do século XVII, que merecem um olhar atento.

Azulejos do interior da Igreja de Santa Eufémia

Azulejos do interior da Igreja do Convento de Santa Eufémia

Nos cinco altares de talha dourada (século XVIII) mantêm-se expostas algumas imagens seiscentistas.

Interior da Igreja do Convento

Interior da Igreja do Convento

Convento do Senhor Santo Cristo da Fraga

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O Convento do Senhor Santo Cristo da Fraga, convento Franciscano, fica situado na encosta sueste da serra da Fraga, num vale ameno e fértil e com o rio Vouga aos seus pés, na freguesia de Ferreira de Aves, concelho de Sátão, junto à Quinta da Madalena.

Convento do Senhor Santo Cristo da Fraga

Convento do Senhor Santo Cristo da Fraga

É um conjunto constituído pelo Santuário do Senhor Santo Cristo da Fraga, as ruínas do antigo convento, a conduta de água e a Casa de Romagem.
Conforme Alexandre Alves, em Memórias do Santuário e Convento do Senhor Santo Cristo da Fraga, refere: “A 15 de Junho de 1742, diz o Cónego Agostinho que ele fora um dos quatro capitulares assistente à cerimónia do lançamento da primeira pedra da nova Igreja do Convento.”
Obra do fim do século XVIII foi construída no local da aparição de uma imagem de Cristo Crucificado. Do convento apenas resta a igreja e muitas ruínas.

Convento do Senhor Santo Cristo da Fraga

Convento do Senhor Santo Cristo da Fraga

A Igreja data do fim do século XVIII, construção iniciada em 15 de Junho de 1742, agora restaurada. Trata-se de um templo de nave única, com vários altares, capela-mor num plano mais alto e retábulo rococó.

Convento do Senhor Santo Cristo da Fraga

Convento do Senhor Santo Cristo da Fraga

Ao lado da igreja, ficava situado o claustro do referido convento. O claustro foi adquirido por Abel Lacerda em 1954 e foi levado para o Museu de Arte do Caramulo, sendo transportado peça por peça e aí remontado e restaurado com o necessário rigor. Trata-se de um exemplar com arcadas toscanas no piso térreo e varanda no superior.

Claustro do Convento da Fraga no Museu do Caramulo

Claustro do Convento da Fraga no Museu do Caramulo

Aquilino Ribeiro, o escritor d’as “Terras do Demo”, na sua “Geografia Sentimental”, refere-se ao convento de Santo Cristo da Fraga nestes termos: “À altura da Fraga, quando o verão é rigoroso, o Vouga quase seca. Por essa época, se Frei Joaquim de Santa Rosa de Viterbo assomasse à janela do seu cenóbio veria as rolas descerem em voo pairado a dessedentar-se nas possinhas de água que ficam no areal ou sob a raiz dos amieiros à boca das colheitas…”.
Neste convento passou o fim da sua vida, uma figura importante da nossa literatura, Frei Joaquim Santa Rosa de Viterbo (1744-1822), (também aqui sepultado), o autor do “Elucidário das palavras, termos e frases usados noutros tempos”, assim como de outros livros de real valia. A escola Secundária do Concelho de Sátão tem como seu patrono esta destacada figura das letras.

Convento do Senhor Santo Cristo da Fraga

Convento do Senhor Santo Cristo da Fraga

Igreja Matriz de Ferreira de Aves/Igreja de Santo André

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A primeira igreja paroquial de Ferreira de Aves (na povoação de Castelo), foi erguida no século XII e é uma igreja românica.

A construção atual tem um típico campanário em vez da torre sineira, obra do século XVI para XVII. Já no século XVIII foi ampliado o espaço beneficiando de um novo retábulo-mor dourado, do  mesmo século.

A Igreja enquadra-se bem no ambiente rústico e nobre da paisagem circundante pois o exterior não tem reboco.

Igreja de Santo André

Igreja de Santo André

Dessa construção primitiva restam alguns elementos da cornija e o famoso “Portal de Santo André”, localizado na fachada sul da atual construção.  Neste portal, o que chama mais a atenção é a figura central do tímpano, constituída por uma espécie de dragão a morder a cauda. Esta figura parece que já era usada pelos egípcios e adotada pelos cristãos para simbolizar a eternidade de Cristo.

Portal de Santo André Igreja Matriz de Ferreira de Aves

Portal de Santo André Igreja Matriz de Ferreira de Aves

É  uma igreja de três naves sustentadas por colunas cilíndricas, de granito com capitéis dóricos, estilo renascença do fim do século, onde pousa o travejamento da cobertura. A tribuna do altar-mor é do século XVIII.

Altar-mor da Igreja matriz de Ferreira de Aves

Altar-mor da Igreja matriz de Ferreira de Aves

Caixotões hagiográficos da Igreja Matriz de Ferreira de Aves

Caixotões hagiográficos da Igreja Matriz de Ferreira de Aves

Muito interessante, na capela-mor, uma credência em que anjos seguram o diabo pelas orelhas.

Credência da Igreja Matriz de Ferreira de Aves

Credência da Igreja Matriz de Ferreira de Aves

Nas naves laterais encontramos dois altares, o do  Sagrado Coração de Maria e o do Sagrado Coração de Jesus.

Altar do Sagrado Coração de Maria

Altar do Sagrado Coração de Maria

Na lateral situa-se a capela das Almas.

Altar das Almas

Altar das Almas

Ferreira de Aves e a sua história

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A freguesia de Ferreira de Aves é a maior freguesia do concelho de Sátão, ocupando quase toda a zona norte do mesmo. O povoamento inicial da freguesia remonta a épocas bem anteriores à fundação da nacionalidade, várias Orcas e outros vestígios pré-históricos atestam o início do povoamento de Ferreira das Aves.

Esta povoação foi ocupada pelos romanos. A história da freguesia ostenta pergaminhos de grandeza. Ferreira de Aves foi vila e concelho entre 1126 (com foral de D. Teresa mãe de D. Afonso Henriques). Teve foral manuelino de 10 de Fevereiro de 1514. Era composto pela atual freguesia e ainda pelas freguesias de Águas Boas e Forles.

Durante sete séculos foi concelho independente, sendo a sede Vila do Castelo. O concelho de Ferreira de Aves viria a ser extinto em 1836, passando a fazer parte do concelho do Sátão. Foi abadia da apresentação dos Duques de Cadaval.

Digitalização do foral de Ferreira de Aves arquivado na Torre do Tombo

Digitalização do foral de Ferreira de Aves arquivado na Torre do Tombo

O pelourinho ergue-se sobre soco de quatro degraus quadrangulares, de aresta, muito desgastados, prolongados por um quarto degrau mais alto, com arestas chanfradas, servindo de plinto da coluna. Esta tem fuste octogonal, de faces lisas, com saliências verticais em quatro faces alternadas da base, ao modo de garras. É encimado por estreito astrágalo, seguido de um grosso cordão torso, onde assenta o remate. O remate consta de um bloco quadrangular com a metade inferior arredondada, e faces cobertas com diversos motivos, em cujos cantos se erguem altos pináculos decorados com séries de pequenos cogulhos, rodeando um outro, central. As faces do bloco de remate são decoradas com pequenas aves, em posições diversas, um escudo nacional, e o que parece ser uma esfera armilar, símbolo pessoal de D. Manuel.

Pelourinho de Ferreira de Aves

Pelourinho de Ferreira de Aves

O pelourinho ergue-se defronte do edifício onde se supõe ter funcionado a antiga Casa da Câmara, tribunal e cadeia da comarca. Na sua fachada destaca-se uma lápide epigrafada, onde se podem ver duas aves afrontadas, unidas pelos bicos, em alusão ao nome do velho concelho, acompanhadas de uma legenda votiva, celebrando a construção do edifício no ano de 1595.

Lápide epigrafada - Ferreira de Aves

Lápide epigrafada – Ferreira de Aves